Viagem por duas horas

10 de fevereiro de 2012

Num dia onde a vontade é de fazer a "anestesiada", fingir que tomou um valium e que está dopada a ponto de achar tudo ok, naaada melhor do que escolher um bom filme e ir ao cinema.

Tudo escuro, tela giga, som por todos os lados e uma boa historia. Que deleite.

Adoro essa época de corrida ao Oscar, onde vários filmes interessantes estão em cartaz, da pra escolher que tipo de viagem você quer ter: de época, de questionamento, diversão, medo...

Já assisti ao Descendentes e adorei. Achei um bom filme.

Gosto do roteiro, acho humano, plausível e adoro a guria que faz a filha mais velha do Clooney. Excelente atriz! Curti o final também, simples e real.

Hoje vou assistir Separação. To curiosa e me parece um filme que trás muita cumplicidade com o publico também. Situações reais, desconfortantes, pra suspirar. Tudo bem uma vez que passei o dia todo suspirando mesmo : /

Quero assistir outros ainda, virei aqui comenta- los ; ) Fugidas rápidas e deliciosas da nossa medíocre realidade. Balsamo Benigno.
Vamos embarcar nas "viagens cinematográficas" e aproveitar o olhar artístico sobre uma determinada situação. É um convite mesmo, a alienação momentânea, a curtição.

Não da para mudar o mundo.

Até tu Veríssimo??

30 de janeiro de 2012

Que somos quase todos uns bobos à procura de aprovação, nós já sabemos, mas essa minha última cumplicidade com o Veríssimo valeu esse registro hehehe...

Semana passada fui ao cinema assistir meu muso Gary Oldman, estava na paquera desse filme desde Nova York, em dezembro. O filme tem um excelente título que em português transformou- se no bobo "O Espião que sabia demais".

Filme de época sobre um espião soviético infiltrado no serviço secreto britânico. Aff, não parecia tão complicado.

Amei a interpretação do meu ídolo, Gary Oldman, pois é toda minimalista, precisa, poucas palavras, muito só se observa e respira- se. Pra mim que sou exagerada e histriônica foi uma boa aula. Adorei ter assistido ao filme, mas não o entendi!

Sai do cinema rindo, pois há muito tempo não entendia um filme, na saída ouvi vários comentários como "você entendeu? eu não!"

Nesse domingo, lendo o jornal O Globo, Veríssimo conta uma história muito parecida com a minha e confesso, me senti bem tendo como cúmplice outro ídolo! Como a gente é bobo, né?!

Pior que essa, só eu que, há mais de dez anos não fui à entrega do prêmio da Academia Brasileira de Cinema, pois não achei que pudesse ganhar como melhor atriz coadjuvante, sequer comentei com minhas amigas que concorria. Fui pro Baixo Gávea tomar chopp. Burra! Ganhei e não estava lá pra pegar meu troféu...

Vai entender, né?!...

Da Califa ao Rio, de carro!!

17 de janeiro de 2012

Animados pouco, é bobagem...

Esses são meu marido Pedro Scooby (surfista), Pedro Fonyat (fotógrafo), Felipe Serra (engenheiro/empresário) e Robert (vídeo maker), os malucos mais que beleza que toparam essa trip incrível: vir da Califórnia até o Rio de Janeiro de carro.

Passarão por 13 países, dividirão durante o dia o Ford F-350 e a noite o quarto ou a barraca de camping. Um único intervalo pra passarem pelo canal do Panamá existirá. Ufa, quero visitaaaa.

Bom saber que a revista Trip e o canal Off estão cobrindo tudo, pois não da pra perder essas imagens, tampouco as estórias...

Quem quiser acompanhar se ligue no twitter @ therioproject e a página deles no facebook é www.facebook.com/therioproject, vaaaarias fotos lindas e galhofices já rolaram ...

Vou aqui cuidando da cria enquanto papai não vem...
Viva as boas idéias e o espírito aventureiro!!!
Viva os guris e a adrenalina!!

Um pouco que é muito

20 de dezembro de 2011

É muito bom depois de um certo tempo de cidade, quando você já se sente íntimo e não fica mais na ânsia de engolir o mundo. De aproveitar tudo como se o mundo fosse acabar amanhã. Claro que a idade ajuda esse sentimento a aflorar, mas a intimidade com o local também.


Em 10 dias aqui em NY fui:
ao teatro uma vez;
ao cinema uma também;
em um museu e numa única igreja.


Poderia ter muito mais pra contar, mas aprender a respeitar seu tempo e apreciar o ócio são coisas também divinas.
Abaixo conto um pouco do pouco que vi, mas que muito me valeu.

The Moutaintop - com Samuel L. Jackson e Angela Bisset.
Ótimo texto (as possíveis últimas horas do mestre), bem humorado e com estrelas no palco. Sempre bom assistir estrelas brilharem. Achei imperdível.

The Moneyball - filme com Brad Pitt sobre baseball, verídico. Dormi : /

MoMa - exposiçao do Diego Rivera, que não conhecia e apreciei bastante. Grandes telas, verdadeiramente latino, adorei!!
Exposição do de Kooning, holandes danado, mais abstrato mas ótimo, colorido e autor de pérolas incríveis como "I have to change to be the same".  Amei conhece –lo.

Igreja Presbiteriana na 5a avenida - além de bela parece um auditório.Um belo teatrão, com livros dos cânticos espalhado por ela toda. Transmite aquela paz maravilhosa e gera interesse em ir a um culto só pra vê-los cantar.  Isso ainda não fiz, quem sabe na próxima...

É o único que sei…

21 de novembro de 2011

É neste mundo que te quero sentir

É o único que sei.  O que me resta.

Dizer que vou te conhecer a fundo

Sem as bênçãos da carne, no depois,

Me parece a mim magra promessa.

Sentires da Alma? Sim. Podem ser prodigiosos.

Mas tu sabes da delícia da carne

Dos encaixes que inventaste. De toques.

Do formoso das hastes. Das corolas.

Vês como fico pequena e tão pouco inventiva?

Haste. Corola. São palavras róseas. Mas sangram.

 

Se feitas de carne.

 

Dirás que o humano desejo

Não te percebe as fomes. Sim, meu senhor,

Te percebo. Mas deixa-me amar a ti, neste texto

Com os enlevos

De uma mulher que só sabe o homem.

(Hilda Hilst)