Uma Doce Resposta
Lembra-se do Vitor, meu herói?! Então, ele me respondeu...
Vejam que querido... Acho que talvez já esteja na hora de comer esse hambúrguer hehee...
Viiiiitooooor, cade voceeee?!
"Boa noite Luana, acabei de ler sua carta em seu site, fiquei muito emocionado e feliz, sou um grande fã seu e foi uma grande honra pra mim saber você está dando essa força para minha recuperação.
Espero em breve ganhar este abraço, mesmo que invisível! uahuhaUhuhhuhauhauhauahAuha
ps: Minha mãe ainda não me deixou comer o hambúrguer!!
Felicidades para você e seu bebê, grande beijo de um grande fã!!"
Visita
Mamma ta aqui no Rio, veio visitar o barriDom e a mim.
Muuusa, ta magrinhaaaaa e cheia de energia e vontades. Sempre uma guerreira, uma leoa, sensata, amiga, mãe como poucas...
Comentei com ela que havia assistido o filme A Dama de Ferro, amado e que me lembrei de quando era pequena e morria de orgulho, sem exatamente saber por que, que o nome dela era o mesmo da primeira ministra da Inglaterra. Hoje eu sei.
Paralelo a isso, ela mesma me trouxe uma crônica que saiu num jornal de São Paulo que me fez cúmplice daquele mesmo sentimento narrado.
Minha santa mãe não ta velhinha, ao contrario, mas um dia ira ficar, e aí?!
Senti tudo aquilo descrito na crônica enquanto lia e o transcrevo aqui pra vocês, achei belo, doce, sincero.
Me digam o que acham...
Lov Lua.
Jairo Marques - E a mãe ficou velhinha
"Dá aflição saber que a mãe, sempre tão firme em sua marcha, agora precisa caminhar com mais calma"
“JÁ VINHA botando reparo havia algum tempo: cada vez mais cedo ela dormia durante nossas sessões de cinema em casa -até no filme do Marley, o labrador arteiro que ela amava, foi assim.
Começou a faltar a ela aquela força de sempre para me dar uma empurradinha pelas calçadas esburacadas. Ganhou um desequilíbrio do nada e uma saudade de tudo. Mamãe envelheceu.
Dá uma certa aflição, não vou fazer rodeios para admitir, saber que a mãe, sempre tão firme em sua marcha aplicada com um sapato baixinho e confortável, que buscava o sustento, o futuro e a felicidade dos filhos, agora precisa caminhar com mais calma e cuidado.
Meu coração ficou como no momento do samba derradeiro, dias atrás, quando entrou pelo corredor do restaurante uma senhorinha esbaforida, com a mão machucada, semblante de susto e passinhos de quem havia passado maus bocados. E havia passado. Caiu no meio da rua. Estava entre a aflição da dor e a carência de algum aconchego.
E se a minha mãe, agora velhinha, desabasse em um algum ermo de mundo também? Será que a acolheriam com a atenção e a presteza que a mãe da gente tem o direito de receber? E se ela ficasse meio descompensada e não soubesse nem em que planeta estava?
O almoço perdeu a graça e eu só pensava nas feridas da senhorinha, que foi gentilmente atendida com cuidados orientais das mãos da dona do boteco, uma "japa" sorridente. Sosseguei quando ela garantiu que estava tudo bem e que cuidaria da velhinha.
Mãe não tem dor de cabeça, não tem fome, não tem preguiça de fazer mingau, não tem medo de barata, não tem limite no cartão para emprestar um dinheirinho, mas, de repente, ela envelhece e faz o filho pensar que ela pode sofrer sim.
Lá em casa, mamãe nunca foi "rainha do lar". Estava mesmo é para Margaret Thatcher em meio a contas para pagar, bocas para encher, uma criança com deficiência para dar jeito. Logo, quando vi Meryl Streep interpretando a "Dama de Ferro" já cansada, abatida pelo destino irrefutável da idade, quis dar um Oscar pelo conjunto da obra para a minha "santa".
Tudo é possível na velhice e ser velho é conquista, jamais um demérito para quem sabe aproveitar a existência. É que o tempo vai passando e fico aflito por diversas ocasiões de amor que ainda não vivi com minha mãe -nem a viagem para Poços de Caldas, que ela jura ser de caldas de doces, fizemos.
Não queria vê-la frágil, por mais bonita que seja a pétala. Não queria vê-la cansada, por mais nobre que seja o vencedor de maratonas. Não queria que jamais a senhora caísse, mãe, por mais que, como você a vida toda disse: "Quem não cai não aprende a se levantar".
“Esse infinito amor …”
Esse, que um ano faz, que surgiu insuspeitado, recebe aqui minha devoção, meu sorriso em paz, meu muito obrigada Deus! Vida! Destino! Seja lá o que for...
Utilizo-me das palavras santas de Vinicius de Moraes, que sempre será o maior devoto e entendedor(?) do amor...
Te amo Menino Pedro...
SONETO DO AMOR COMO UM RIO
Este infinito amor de um ano faz
Que é maior do que o tempo e do que tudo
Este amor que é real, e que, contudo
Eu já não cria que existisse mais.
Este amor que surgiu insuspeitado
E que dentro do drama fez-se em paz
Este amor que é o túmulo onde jaz
Meu corpo para sempre sepultado.
Este amor meu é como um rio; um rio
Noturno, interminável e tardio
A deslizar macio pelo ermo...
E que em seu curso sideral me leva
Iluminado de paixão na treva
Para o espaço sem fim de um mar sem termo.
(Vinicius de Moraes)
Viagem por duas horas
Num dia onde a vontade é de fazer a "anestesiada", fingir que tomou um valium e que está dopada a ponto de achar tudo ok, naaada melhor do que escolher um bom filme e ir ao cinema.
Tudo escuro, tela giga, som por todos os lados e uma boa historia. Que deleite.
Adoro essa época de corrida ao Oscar, onde vários filmes interessantes estão em cartaz, da pra escolher que tipo de viagem você quer ter: de época, de questionamento, diversão, medo...
Já assisti ao Descendentes e adorei. Achei um bom filme.
Gosto do roteiro, acho humano, plausível e adoro a guria que faz a filha mais velha do Clooney. Excelente atriz! Curti o final também, simples e real.
Hoje vou assistir Separação. To curiosa e me parece um filme que trás muita cumplicidade com o publico também. Situações reais, desconfortantes, pra suspirar. Tudo bem uma vez que passei o dia todo suspirando mesmo : /
Quero assistir outros ainda, virei aqui comenta- los ; ) Fugidas rápidas e deliciosas da nossa medíocre realidade. Balsamo Benigno.
Vamos embarcar nas "viagens cinematográficas" e aproveitar o olhar artístico sobre uma determinada situação. É um convite mesmo, a alienação momentânea, a curtição.
Não da para mudar o mundo.
Até tu Veríssimo??
Que somos quase todos uns bobos à procura de aprovação, nós já sabemos, mas essa minha última cumplicidade com o Veríssimo valeu esse registro hehehe...
Semana passada fui ao cinema assistir meu muso Gary Oldman, estava na paquera desse filme desde Nova York, em dezembro. O filme tem um excelente título que em português transformou- se no bobo "O Espião que sabia demais".
Filme de época sobre um espião soviético infiltrado no serviço secreto britânico. Aff, não parecia tão complicado.
Amei a interpretação do meu ídolo, Gary Oldman, pois é toda minimalista, precisa, poucas palavras, muito só se observa e respira- se. Pra mim que sou exagerada e histriônica foi uma boa aula. Adorei ter assistido ao filme, mas não o entendi!
Sai do cinema rindo, pois há muito tempo não entendia um filme, na saída ouvi vários comentários como "você entendeu? eu não!"
Nesse domingo, lendo o jornal O Globo, Veríssimo conta uma história muito parecida com a minha e confesso, me senti bem tendo como cúmplice outro ídolo! Como a gente é bobo, né?!
Pior que essa, só eu que, há mais de dez anos não fui à entrega do prêmio da Academia Brasileira de Cinema, pois não achei que pudesse ganhar como melhor atriz coadjuvante, sequer comentei com minhas amigas que concorria. Fui pro Baixo Gávea tomar chopp. Burra! Ganhei e não estava lá pra pegar meu troféu...
Vai entender, né?!...



